A cena se repete todo ano: o negócio cresce 3, 5 anos com um nome, investe em fachada, uniforme, site e audiência: e recebe uma notificação: outra empresa registrou aquele nome no INPI e exige que PARE de usar. É legal e acontece: no Brasil, marca é de quem registra primeiro, não de quem usa primeiro. Recomeçar do zero de nome custa dezenas de milhares de reais entre troca física e audiência perdida.
A vacina custa a partir de algumas centenas de reais em taxas do INPI e um pouco de paciência com o processo. É seguro obrigatório disfarçado de burocracia opcional.
Critérios de nome que vende: fácil de falar ao telefone sem soletrar (o teste do rádio), fácil de digitar, sem duplo sentido, com domínio .com.br livre e perfis livres nas redes. Nomes descritivos demais ("Salgados da Maria") limitam o crescimento e são fracos de registrar; nomes inventados ou sugestivos ("VoaSim", "Vendalo") são fortes, memoráveis e registráveis.
A verificação em camadas, ANTES de imprimir qualquer coisa: busca no INPI (marcas iguais/semelhantes na sua classe de atividade), domínio no Registro.br, redes sociais, e Google (alguém relevante já usa?). Colisão em qualquer camada = escolha outro: apego a nome não registrável é passivo, não ativo.
O processo no INPI: cadastro no sistema, busca de anterioridade, escolha da classe correta (a categoria de produto/serviço: errar a classe protege a marca errada), pedido, acompanhamento das publicações e concessão: o ciclo costuma levar de 12 a 24 meses, mas a PRIORIDADE conta da data do pedido: depositou, está na fila na frente de quem vier depois. Dá para fazer sozinho com estudo, ou contratar assessoria especializada que cuida de busca, classe e prazos: para a maioria dos empreendedores, o custo-benefício da assessoria compensa o risco de erro técnico.
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Medir o Score do NegócioAs taxas oficiais do INPI ficam na casa de algumas centenas de reais (com desconto para MEI, ME e EPP), por classe de atividade. Com assessoria especializada, o investimento total costuma ficar entre R$ 1.000 e R$ 3.000: contra dezenas de milhares em rebranding forçado.
Não. Razão social na Junta Comercial e marca no INPI são proteções diferentes: só o registro de MARCA no INPI dá exclusividade de uso do nome no seu ramo em todo o país. Há empresas com CNPJ ativo há anos que foram obrigadas a trocar de nome.
Sim: e deve. O pedido depositado já estabelece sua prioridade na fila (vale a data do depósito). Use o símbolo TM se quiser sinalizar; o ® só após a concessão. Acompanhe as publicações na revista do INPI para não perder prazos.
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